1.º Ciclo na Infancoop

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sexta-feira, 5 de março de 2010

O Projecto sobre "A Tragédia na Madeira"

Na semana passada, o nosso colega Guilherme fez uma apresentação sobre o caus que estava a acontecer na Madeira, por causa do mau tempo. Nós achámos que este era um assunto muito interessante e como tínhamos muitas dúvidas sobre o que aconteceu, resolvemos fazer um projecto.
Queríamos saber:
  • Quantas pessoas morreram e de que maneira?
  • A ilha da Madeira ficou toda destruída?
  • Será que os hospitais e as escolas foram destruídos?
  • O que é o Funchal? [porque ouvíamos falar mas não sabíamos se era no mesmo sítio]
Organizámo-nos e fomos procurar respostas às nossas perguntas na Internet, nas revistas e nos noticiários da televisão. Descobrimos muitas coisas interessantes, como por exemplo:
  • Descobrimos que o Funchal é a cidade maior da ilha da Madeira e que pertence a Portugal.
  • Morreram 42 pessoas. Algumas eram crianças e uma era inglesa.
  • A parte que ficou mais destruída foi a zona do Funchal e toda a costa sul. Ficaram destruídos carros, pontes, postes da electricidade e estradas, mas as escolas e o hospital ficaram inteiros.
  • Descobrimos que um centro comercial foi construído mesmo ao lado de uma ribeira que transbordou e inundou as lojas, o estacionamento e os restaurantes.
  • Mas ficámos felizes por saber que a Cáritas, os bombeiros, os polícias e os voluntários estão a ajudar a reconstruir as casas e a dar alimentos às pessoas.
Juntámos estas informações, passámo-las a computador, imprimimo-las e fizemos cartazes. Para a semana, vamos apresentar a outras salas da Infancoop.

Gostámos muito de fazer este projecto sobre a Madeira porque é muito importante. Houve muitas pessoas que faleceram. Isso deixou-nos tristes e quisemos perceber porque é que aconteceu. Achamos que nunca mais deviam construir casas nos leitos de cheia, nem muito perto dos rios ou das praias.

Daniela Dimas
e Edgar Clemente

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Correspondência

Hoje enviámos a nossa primeira carta para os nossos amigos correspondentes.
Os destinatários são os meninos da turma de 1.ºAno da escola
Voz do Operário, em Lisboa.
*
Decidimos enviar-lhes várias coisas:
A carta propriamente dita...
Um problema de Matemática sobre nós...
Enviámos ainda cópias dos quatro textos que já trabalhámos e fotografias nossas e da nossa sala...

Além de termos todos participado na decisão do que íamos enviar, todos escrevemos e desenhámos parte da nossa carta.


Ainda quisemos deixar a nossa "marca" no super-envelope:

Para além da possibilidade de conhecermos mais meninos da nossa idade e de uma cidade diferente, a correspondência motiva-nos para a escrita e para outras aprendizagens, dando sentido à criação de problemas sobre o nosso dia-a-dia, ao aperfeiçoamento da escrita, à autonomização da leitura...

Estamos ansiosos por recebermos a resposta à nossa carta e por começarmos a conhecê-los melhor. Será uma amizade para todo o ano - e, quem sabe, para muito mais tempo!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Da escola do "O papá papa a papa" à escola do SIGNIFICADO

Ontem iniciámos o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
De acordo com o Programa Nacional do 1.ºCiclo, os alunos devem...
  • "Participar no registo escrito de experiências vividas"
  • "Desenvolver o gosto pela escrita por iniciativa própria (cada aluno deve ter um caderno onde possa fazer tentativas de escrita, garatujar, escrever como souber, o que quiser, quando quiser)"
  • "Relacionar produções orais dos alunos com a sua forma escrita"
  • "Experimentar múltiplas situações de descoberta, de análise e de síntese, a partir de textos, de frases, de palavras"
  • "Reconstruir o texto com expressões ou com palavras recortadas, em presença do modelo, sem a presença do modelo, no quadro de pregas, nos cadernos"

Como pode dar-se resposta a estas exigências do Programa, bem como à necessidade de motivar as crianças nesta sociedade cheia de estímulos?

Será que um método estanque, que apela a palavras infantilizadas (Papá, papa, popó, Tita, ........), promove o desenvolvimento intelectual, a motivação e o gosto pela leitura e pela escrita?


Hoje, apelamos à escola que faz sentido, porque parte das vivências e dos interesses das crianças.